10 de março de 2013

Rio Capital da Poesia, Um salve!!!!


8 de março de 2013

Povo do inferno...



Brincar com esse povo
que tem cabeça de lua
e pés de fogo é perigoso.

Camila Senna

Sambou na minha avenida.



Difícil não lembrar do seu samba.
Com sua harmonia teceu marcas
na avenida do meu corpo bamba.

Camila Senna





...



Tudo que sinto calada,
 transborda na minha poesia barulhenta, 
escorrendo o sujo de mim e o néctar de mim.

Camila Senna



6 de março de 2013

CICATRIZES

Amo o risco da cicatriz
singela na pálpebra
do olho que me fez nua

as cicatrizes já fazem parte
da minha carne,
interna e externa

as internas me fizeram
as externas revelaram
que não possuo vaidade

digo vaidade de alma, aquela,
que tira o brilho do olhar
apagando de vez a luz da vela

no meu mar marrom navego só,
domando respingos de todos os desafetos
que insistem em afetar meu caminho do meio.


o trecho mais bonito do meu corpo soldado, é minh'alma.



Camila Senna


5 de março de 2013

Almirante



Se uma vez eu te amasse
uma vez seria pouco
no mútuo nasce-renasce
entre as ancas do teu corpo,


numa viagem sem chegada,
feito aquela do poema,
a de nunca se ter a caça
ou cabaça como emblema.


A quilha do meu navio
quer singrar teu mar bravio.


Marlos Degani




Sem instrução...


Por onde anda ou corre esta instrução de uma vida sem saudade? Essa saudade é inevitável, quando acordamos ela acorda com a gente. Estou ansiando ser ateia no amor e até mesmo incrédula nas lembranças que me fazem parar as pernas. Engano tolo, não dá, elas me sondam feito um cão. Estou me aplicando uma anestesia para que algumas lembranças que geram toda essa saudade infinda e multicor, um dia passe, sabendo da impossibilidade de esquecer tudo totalmente. Ah, o nome dessa anestesia chama-se arte, arteira que sou, não me conformo o conformismo. Me chamo pra briga me enfiando num motim. Uma hora essa saudade adormece se ajeitando num cantinho do meu coração.
... 
"As coisas passam,

 mas ficam 

Só pacificam 

mas não morrem".



Camila Senna


4 de março de 2013

Obrigada!


Março chegou!

...

E jorram do céu as águas de MARÇO fechando o Meu verão, mas trazendo muita paz, deixando-me inundada de gratidão e muito tesão pela vida. 


Resposta!



A lascividade é tua
escorre do teu olho
e pula querendo formatar
o corpo interno e externo do outro.

O rasgo da minha boca é tinto
até mais contido que meu vestido.
Assumidamente louca varrida
mas com o registro carimbado
do comando da sanidade.

Insegura é tua mão
que não pegou com força
se assegurando nas minhas ancas.

 
O cheiro do atrevimento o vento leva
mas trás de volta batendo na minha porta.
Por caridade perfumou seu nariz...
quimera bondade.

O roxo sobre minha pele de neve
tem mais histórias que qualquer uma...
Todos já se foram contigo
deixando comigo,


(a marca de nunca mais ser a mesma).



 
Camila Senna




Se o olho não fosse ensolarado...



ps: meu olhar é ensolarado desde que nasci. 


Aos que virão depois de nós...


3 de março de 2013

Lentes...



Uma selvagem romântica
sendo encontrada por uma lente
suave, arrebatadora e panorâmica.


Camila  Senna

Beijo furtivo



Pousou os olhos sobre minha cor...
me furtou um beijo deixando cheiro de vento



Camila Senna

1 de março de 2013

É dúbio...


Não anunciaram um verso prévio
mas que droga! Do jeito que preciso.

Piso no vago,
olho no fundo oblíquo do breu,
enxergo deuses.

Mas a escolha do toque profundo
quem dita sou eu!

Me espalho na arte de ser o que ninguém imagina.
Nenhuma substância me altera a conexão.


((( Camila Senna )))


26 de fevereiro de 2013

...

 
 
Escuto teu silêncio barulhento daqui.
 
((( Camila Senna )))

Sim!...

 
Era pueril e lascivo a espera dos teus dentes enfeitando seu sorriso que sem aviso prévio fez trato direto com meu coração abusado, escancarado.
Te quis como reza, toda bela e com a fera adormecida.

- Mesmo louca varrida, cheia de feridas, o amor faz labirinto em mim, caminha cantarolando brincando de cossegas com os pêlos do meu corpo. Mesmo parecendo clichê, ridículo eu o quero em mim. Ele nunca me largou, o danado sempre me cercou... Vive a me rodear, e eu, que amo amá-lo, sempre digo sim! 

((( Camila Senna  )))



...




Fileiras de poemas anoitecem em mim me dando bom dia!

((( Camila Senna )))

17 de fevereiro de 2013


...

  

O sorriso é vazio além dos dentes. 


((( Camila Senna )))

25 de janeiro de 2013

Ainda sinto...




Adormeceu
entre eu e você
a pureza.
Velei o vazio
senti calafrio
mas graças a Jah, ainda sinto cheiro de alecrim.

((( Camila Senna )))




15 de janeiro de 2013

Duas...




Enquanto a outra ria
A outra ia...

E a que ria, rodopiava,
cantava e inventava palavras.

A que ia,
sorria falso, chorava seco...
Dizia sim por dentro não!

((( Camila Senna )))



27 de dezembro de 2012

O amor...


13 de dezembro de 2012

Fulvio Stefanini - Leitura Poética "No Rastro de Camões"


Prazer!...



Achei Bacana demais achar esse poema, já antigo, no YouTube, postado por:

Obrigada!

Ejaculo...


10 de dezembro de 2012

Agreste...

Alma metade agreste, metade celeste
Vestes coloridas da cor que deseja a vida
Sina de menina correndo com o vento...
Sedenta de mar e amar.

Por fora uma papoula delicada
Por dentro a selvageria que transborda
Pelas bordas dor e gozo multicores
Transpondo a tradução já lida.

((( Camila Senna )))



1 de dezembro de 2012

Amor vadio...

     
    Navegou no meu mar
    E não singrou meu porto
    Despedaçou minha vela
    E se foi...

    Minhas coxas brancas
    Coverteram-se roxas
    A lua e toda sua parentela
    Soube do seu amor vadio

    Sonhador malvado
    Esteve com a flor
    Mas vestiu o manto da covardia,
    a viu murchar e cuspiu

    (A esperança vestiu-se de branco)
    Um dia: amar era pouco,
    as ancas do meu corpo,
    poemas e risadas.

    Hoje não canta o rouxinol
    Hoje a distração sem sol
    Hoje o mar vazio sem cio
    Sem saliva, sem língua.

    ((( Camila Senna )))


28 de novembro de 2012

Já!.. Urgente!



Em que livro guardado está a alegria gritante da minha alma?
Ponho meu intelecto para meditar e escuto uma voz com um hálito ruim que diz que fiz tudo errado dentro e fora de mim!

Profanei meu sono, dei bom dia a noite e boa noite ao dia, tive disritmia com elegância e ninguém notou a onda que invadia meus poros, que ao invés de suor, emanava maresia em dias de maré baixa, em dias de tristurafolia. Era bem ou mal, que eu me queria?
- Nem eu sabia! Minha pupila já não era minha, era do outro. Sobre a mesa com o véu branco derramei toda a curiosidade que no inconsciente guardei com sete chaves. Esperava por esse dia provocador, guardei-o como um filho, um filho bastardo, louca para assassiná-lo e dar de uma vez fim nesse maldito invento sedutor.

Me quero de volta, já!.. Urgente! Quero de volta meus ais, meus uis, meus gritos, meu sorriso, meus sussurros, meu libido, meu ar de fera, minhas gargalhadas sinceras, minha mesopotâmia que se concentra no meio de mim que alaga minha vontade de ir onde minha memória nem sonha.

Senti o peso de todo um passado...
E a voz nada caliente insistia abruptamente com um bafo dos infernos tentando-me convencer a deixar de ser tarada por viver, e ser, e ter, e dar, e gozar. Não! Não me deixo ir sem mim, não quero ficar órfão de mim, nada de tempo ou parei contigo!.. Quero um romance interno palpitante comigo, com meu umbigo, com a minha entranha.
Não quero gracejo da vida, quero ser vida. Pitadas de felicidade, eu deixo, vem? Você cabe aqui!








 
((( Camila Senna )))




27 de novembro de 2012

Falta de ar...




Preciso exprimir sem concluir
Coisas tão minhas que já não lembrava...
Mas que chegaram jorrando
Feito águas de cachoeira no cio

Tudo é tão nítido
Chocante
Místico
Ficando histórico na casa da minha memória
Eu já nem tinha esperança da recordação.
Uma bagunça interna foi parida
Sem ser permitida (Estou mais calma)
Estou acolhida pela escrita

Estou sentindo o sentido das coisas
Que me jogaram num mar de escolhas.
Fui esmagada pela hereditariedade
Hoje sou casmurro dona do meu mundo, pixando meu muro

Mas essa falta de ar...


((( Camila Senna )))

VSF pra quem tem!


Eu não tenho nada contra ninguém
Mas meu partido é o do VSF pra quem tem!
Eu pesquiso preço e como bem.
Meu padrão é do avesso não tem padrão endereço.

Lixo ou luxo, no final todos se lambuzam
Os altivos sabem o que é alternatividade
Mas se negam, preferem se manter com "classe".
Passivos a realidade circundante exorbitante.

Vejo todos iguais!
Roupas iguais.
Isso cansa a retina
No final, isso é pior que cocaína!

((( Camila Senna )))


Escuro...




É o escuro das tuas cavernas
Que povoa a memória...
Que fabrica um grito (e reverbera)
Incorporando tudo que sangra

( o coração em plena corda bamba)
Abusado, sem medo do enredo
E nem da dor e nem do desassossego
Como quem se despe dum vestido e se joga.

(Marlos Degani & Camila Senna)

Traços iguais...


O que eu mais queria agora era olhar para meu Pai.
Quando olhava para ele, me via...
Duas almas marcadas pela melancolia.
Nosso olhar é o mesmo.
Quanto mais idade faço,
(gritante ele se faz nos meus traços).

((( Camila Senna )))

???


Sonhos se jogam fora?
Pensou ser sonho, que nada!...
Não passou de um devaneio.

Abriu o mar em vinte e três segundos
A boca sorriu
Os olhos refletiram cintilantes

E...

(estou ébria)


((( Camila Senna )))



20 de novembro de 2012

Desfolho-me...





Eu cuido dessa pedra bruta
Que divulga sem perdão
Que minha mão não afaga

Nem percebe o olhar de desvelo
Que traduz calado e sem medo
Toda minha paixão sem razão.

Desfolho-me toda, toda!
E o único reflexo é a face do desprazer
Do tudo que me envolve que é dele!... E ele?
- Ele nem vê!

((( Camila Senna )))

3 de novembro de 2012

Crime...





O crime dos seus recados
atravessam meu mar revolto
e conseguem chegar.

Tenho os pegado um a um
e guardado numa caixa externamente bonita
tomada de lembranças que "pacifica".


((( Camila Senna )))


2 de novembro de 2012

Pose...

Entre fios
No cio
Faço pose
Gozando em close.

((( Camila Senna )))

Foi assim...


Onde foi que me perdi?
Será que numa neblina
Dum dia vulgar?
Ou num sol quente
Dum dia espinhoso sem mar?
Mas já resolvi:
A primeira não quero mais encontrar
Perdi minhas digitais,
Rasguei minhas roupas,
Queimei os fatos,
Tirei os sapatos,
Apaguei as pegadas. “Sumi!”
Quando me revi, foi assim:
Cheia de desígnio,
Cheia de “sim”,
Sangrando sexo
Abortando o tédio,
Estuprando o amor,
Exalando minha cocaína natural. 


  ((( Camila Senna )))



Interdiz...


Como eu vim parar aqui?
Está certo, eu me apaixonei, sabia que decerto iria sofrer de afeto.
Agora é tarde, a tarde finda e a noite em secreto me impregna de café com lembranças tuas:
Na lapa, na ilha, na cozinha, no samba, bamba na sua mão e ainda de abuso, no que estar por vir”. Exclamo: “que sentimento bruto, absurdo desalmado que roubou meu cavalo e sumiu, sumiu por aí acordando o mundo onde só dorme os burros.
Beijo volumoso dos infernos, divino, fino, bruto, interno. Não há incerteza, há mordida, chupões, bebida, batida, gozo! E Interdiz qualquer folião aprendiz que diz que não há raiz na paixão.

((( Camila Senna )))

...



Meu amor dorme...
e quando acorda,
Não sorrir.

((( Camila Senna )))



Sem liçença poética...


Foda-se sem liçença poética
Mania de ética, de métrica
De crítica, de características pontuadas....
Ou você é Rei ou você não é nada!
Cambada de palermas interrompidos...
Numa década esperta
Mas não intangível.



((( Camila Senna )))

Cabala...

 
Minha mandala
Foi além do tempo da cabala
Ela tocou no cosmo da promessa.

((( Camila Senna )))

30 de outubro de 2012

...




Fiz queixa
usei minha essência
masturbei minha inteligência.
 

((( Camila Senna )))

...





Sensação de euforia
Infâmia delícia
Ousadia cega!


((( Camila Senna )))

...




O tempo vai passar...
E a fênix como sempre me tira do lugar.
E eu renasço, me faço!...
Me induzo ao caminho do meio.


((( Camila Senna )))

...





Chega
de entrega
sem primavera.


((( Camila Senna )))

...



Hoje a certeza latente foi certeira!
Vi, mas vi que fiquei até ressabiada de mim.
Talvez eu seja mesmo uma criança lúdica, atemporal que só quer sentir o carnaval e dar bom dia!


((( Camila Senna )))


...




Vencida pela (pó)lvora!

Agora uma metáfora,
me faço.

Traço a virgindade
do sorriso que deixei manipular.


((( Camila Senna )))

26 de outubro de 2012

Metáfora - Gilberto Gil


4 de outubro de 2012

O tapa...




A mentira é nervosa
Fica pálida, suada
Desatinada, vermelha.
O cíume rasga fotos
Atormenta o peito
Esburaca o leito.

Um tapa no rosto com ira,
Satiriza a paixão
Abre a porta pro ladrão
Faz salão ficar vazio...
Tocando valsa sem par.

Os sentidos são zombados
O choro cai doído
Com fundo musical sensual
Mais desleal.

Um tapa no rosto com ira,
Faz diabo no âmago...
Faz do amor um moisaco
E a flor despetalada se vai...


((( Camila Senna )))

3 de outubro de 2012

...



A poesia fez-se pó
A dor de não querer brotou
O maldito papel grudou na esperança.

((( Camila Senna )))

...



O vinho consagrei
Para meu lábio
Rasgado.

((( Camila Senna )))

...

  
A palavra torpe
sepultou a flor
cuspiu na dor.

((( Camila Senna )))

...


 
A sujeira mora
na moralidade
inventada.

((( Camila Senna )))

....


Na preliminar do convívio
é que está o alívio
de ser o que sinto.

((( Camila Senna )))

Marca nata...



Corre com a lata deixando sua marca na nata dessa gente inerte as palavras... O outro na espera fuma um cigarro sem demora como se fumasse a própria alma, não deixando nada além da própria inspiração!
((( Camila Senna )))
 
 

1 de outubro de 2012

...



Eu quero saber da mentira
Não pela verdade,
Mas pela continuidade.

((( Camila Senna )))


16 de setembro de 2012

Entidade poeta...


Eu tenho uma entidade poeta
Mais poeta do que eu.
Quando a saudade latente encosta,
Ela chora poesia
Ela sangra poesia
Ela xinga poesia.
Fica roxa feito violeta
Violenta, sádica...
Paralelamente fica frágil pior que vidro
Cortante feito faca.
Essa entidade me suporta
Nunca me vira as costas
Aguenta o tranco segurando na ponta dos dedos o barranco
de palavras que não pára.


((( Camila Senna )))

Ela dança...



Cigana colorida
Coloca a tristeza retalhada de chita
Na ponta da saia
E sai...
Sai sorrindo,
Cantando,
Deixando a fênix renascer.
Não se encolhe, se espalha
Mesmo com a alma cicatrizando,
Ela persiste e dá um novo verso ao rosto.
Encanta, diz sim!
Sente cheiro de alecrim
Mesmo estando numa relva com frio e apaixonada,
Paixão daquelas febris, perigosas...
Com o coração explodindo feito estopim.
Ela dança, se permite, se encanta...
Mesmo carregada de lembranças!

Ela dança!...


((( Camila Senna ))) 




Abri portas...




No mar deixei a pressa
Nas pedras meus segredos
Pro vento abri portas, saiu meu medo.

((( Camila Senna )))