Mostrando postagens com marcador ((( Camila Senna ))). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ((( Camila Senna ))). Mostrar todas as postagens

16 de setembro de 2012

Ela dança...



Cigana colorida
Coloca a tristeza retalhada de chita
Na ponta da saia
E sai...
Sai sorrindo,
Cantando,
Deixando a fênix renascer.
Não se encolhe, se espalha
Mesmo com a alma cicatrizando,
Ela persiste e dá um novo verso ao rosto.
Encanta, diz sim!
Sente cheiro de alecrim
Mesmo estando numa relva com frio e apaixonada,
Paixão daquelas febris, perigosas...
Com o coração explodindo feito estopim.
Ela dança, se permite, se encanta...
Mesmo carregada de lembranças!

Ela dança!...


((( Camila Senna ))) 




Justiça vã...



De tudo restou-me a poesia
Que me acolhe em dias de inópia
Desfazendo a ironia
De tudo que sinto, toco e vejo.
Esse laço puído
De sorrisos sem vestígios
De falas não sentidas
Desfaz o abraço, o riso.

Entre a guerra dos bons
Fico com a paz dos rebeldes.
Não rezo prece que me tece...
Sentimentos truculentos
Que prezam dormir ao relento.

Me perdoe essa posse
Mas nada me morde,
Nem mesmo as ordens
Dos agoniados querendo fazer justiça vã.
 ((( Camila Senna )))

...

 
Meu vento não causa dano, só balança os cabelos e arrepia a pele.
((( Camila Senna )))

28 de agosto de 2012

Poema datado!


Eu te amo não por mérito,
Mas por inquérito desse órgão feio,
Abusado!...
Que as pessoas o pintam rosado.

Fico nua, lembro-me da sua tábua
Que se chama esmeralda.
Passo a mão no rosto ingênua,
Me perguntando como será minha cena?

Minhas mãos brancas
Com veias alteradas
Querem seus rabiscos
E o risco da sua cicatriz
Que sem saber me toma feito prece
Por um triz que quase me adormece.

As curvas da minha boca
Se consagraram as curvas
Dos seus olhos de lua cheia
Que meu sol sem rouxinol
Insinua sua.

Os deuses profanaram meu turbilhão
Cheio de sim
Cheio de não
Cheio de quero
Cheio de não quero!

Na raiz da sua planta, me fiz santa
Me fiz desnaturada, louca varrida
Arrastando a saia pela estrada
Embevecida pelo seu leito corrompido
Que me acolhia da forma mais sublime
Pelo crime de querer Ser, Ter...

Agora estou em transe, febril
A infantilidade me deu tchau e sumiu!
Quero ser menina de novo
Mais a mulher tomou conta
Me tomando feito dona.

A lembrança agora me cala,
Meus dedos com calo não param...
De denunciar em palavras
O que minha voz insiste num olhar não fitar.

Meu poema por si só,
Datou meu nó!

((( Camila Senna )))




 

25 de agosto de 2012

...


Sinto-me borboleta
Vivo em metamorfose
Com doses de poesia,
Solidão e agonia!

((( Camila Senna )))

17 de agosto de 2012

Só com você....


Andei só entre uma rua e outra
Entre um beco e várias pessoas,
Mas sempre sozinha...
Com meu coração sem rédea.
Andei só, perdi meu pergaminho,
Vi-me por entre espinhos,
Lidando com mesquinhos,
Bebendo vinho da inglória.
Andei só, vi tanta busca infeliz,
Vi minha vida morrer por um triz,
Sem saída, sem sorte,
Buscando meu norte e tendo que ser forte.
Andei só, entre a marginal e o litoral...
Anelando o natural,
Querendo dar de face com um coração emoção.
Querendo o carinho doce feito rio, desejando o beijo salgado feito o mar.
Andei só...
Por algum tempo!...
Aprendi que não tem dor nem lamento, tudo tem hora e tempo.
Quando você surgiu, resgatou-me do mar revolto que eu iria afundar-me
- E não andei mas só, mas só com você!


((( Camila Senna )))

16 de agosto de 2012

Rosto de namorada....


Sou do fogo,
Preciso inflamar minha coragem,
Abismar a vampirada que peleja
Rastejando sobre a barra da minha saia...
Caindo totalmente na boca do meu mar.

Quando em labaredas me encontro,
A água do mar vem como seda
Refrescando minha pele branca
Vestida de alvorada com rosto de namorada.

Acalmando poderosamente a trovoada
Que por vezes tenta assolar meu sol,
O mesmo que doura-me a pele pálida mais cálida.


((( Camila Senna )))



16 de julho de 2012

Indo...



Eu estou serena e rebelde!
Me pedindo perdão
Pela teimosia de insistir na contramão.
Pensando no antes e no agora
Que me devora.

Peguei minha mala de volta
Estou partindo, ainda com água salgada nos olhos
Mas indo...

Talvez nem quisesse,
Talvez...
Mas as pessoas são burras
Gostam de perder o que não se encontra em cada esquina...

Não nego a paixão que me sonda
Causando estrago, mexendo no meu turbilhão,
Mas não me deixo mais Ser
Nem quero mais ter o que sai de mim, assim:
"Com fúria,
 Sem se despedir,
 Logo depois de ter me feito sorrir".
Primeiro me banha de rosas vermelhas,
Elas afloram, eu me faço, não nego, me entrego!...

Depois vai embora sem memória
Perdendo a esperança
Feito criança sem lembrança
Deixando o movimento mordaz
Penetrar no âmago causando revés.

Não quero ser incrédula no amor
Mais ele ficará barrado no meu portão
Esquecido, empoeirado e com frio!

Mesmo se toda essa decisão
Cheia de sim e de não,
For mentira!...
Continuo com a minha rima
Escrevendo longo...
O que não cabe dentro de mim.

((( Camila Senna )))