Mostrando postagens com marcador poeta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poeta. Mostrar todas as postagens

19 de agosto de 2013

Trecho que me leu do Filme:"A Febre do Rato".

Não tem espírito coletivo, não tem PORRA nenhuma! Olha lá o festival do EU acanhado, a caravana dos milagres em realização, a lógica do umbigo miúdo, a trepada sem prazer, o futebol sem bola, a PORRA da BOCA, sem a PORRA da LÍNGUA.

Do Filme - Febre do Rato.

Todo apaixonado por poesia e todos os poetas deveriam ver.

E com isso lembrei-me do trecho duma poesia minha chamada: "Amor Vadio".

"um dia amar era pouco
As ancas do meu corpo
Poemas e risadas

hoje não canta o rouxinol
hoje a distração sem Sol
hoje o Mar vazio sem Cio
sem saliva, sem língua".

Camila Senna

1 de março de 2013

É dúbio...


Não anunciaram um verso prévio
mas que droga! Do jeito que preciso.

Piso no vago,
olho no fundo oblíquo do breu,
enxergo deuses.

Mas a escolha do toque profundo
quem dita sou eu!

Me espalho na arte de ser o que ninguém imagina.
Nenhuma substância me altera a conexão.


((( Camila Senna )))


26 de fevereiro de 2013

Sim!...

 
Era pueril e lascivo a espera dos teus dentes enfeitando seu sorriso que sem aviso prévio fez trato direto com meu coração abusado, escancarado.
Te quis como reza, toda bela e com a fera adormecida.

- Mesmo louca varrida, cheia de feridas, o amor faz labirinto em mim, caminha cantarolando brincando de cossegas com os pêlos do meu corpo. Mesmo parecendo clichê, ridículo eu o quero em mim. Ele nunca me largou, o danado sempre me cercou... Vive a me rodear, e eu, que amo amá-lo, sempre digo sim! 

((( Camila Senna  )))



28 de novembro de 2012

Já!.. Urgente!



Em que livro guardado está a alegria gritante da minha alma?
Ponho meu intelecto para meditar e escuto uma voz com um hálito ruim que diz que fiz tudo errado dentro e fora de mim!

Profanei meu sono, dei bom dia a noite e boa noite ao dia, tive disritmia com elegância e ninguém notou a onda que invadia meus poros, que ao invés de suor, emanava maresia em dias de maré baixa, em dias de tristurafolia. Era bem ou mal, que eu me queria?
- Nem eu sabia! Minha pupila já não era minha, era do outro. Sobre a mesa com o véu branco derramei toda a curiosidade que no inconsciente guardei com sete chaves. Esperava por esse dia provocador, guardei-o como um filho, um filho bastardo, louca para assassiná-lo e dar de uma vez fim nesse maldito invento sedutor.

Me quero de volta, já!.. Urgente! Quero de volta meus ais, meus uis, meus gritos, meu sorriso, meus sussurros, meu libido, meu ar de fera, minhas gargalhadas sinceras, minha mesopotâmia que se concentra no meio de mim que alaga minha vontade de ir onde minha memória nem sonha.

Senti o peso de todo um passado...
E a voz nada caliente insistia abruptamente com um bafo dos infernos tentando-me convencer a deixar de ser tarada por viver, e ser, e ter, e dar, e gozar. Não! Não me deixo ir sem mim, não quero ficar órfão de mim, nada de tempo ou parei contigo!.. Quero um romance interno palpitante comigo, com meu umbigo, com a minha entranha.
Não quero gracejo da vida, quero ser vida. Pitadas de felicidade, eu deixo, vem? Você cabe aqui!








 
((( Camila Senna )))




20 de novembro de 2012

Desfolho-me...





Eu cuido dessa pedra bruta
Que divulga sem perdão
Que minha mão não afaga

Nem percebe o olhar de desvelo
Que traduz calado e sem medo
Toda minha paixão sem razão.

Desfolho-me toda, toda!
E o único reflexo é a face do desprazer
Do tudo que me envolve que é dele!... E ele?
- Ele nem vê!

((( Camila Senna )))

5 de julho de 2012

Estou ficando assim, rs...




Fico calada
Falo por dentro
Dou risada. 

((( Camila Senna )))



Chora...



Uma hora o oculto se esvai
O movimento diminui
A vibração retoma a razão
A emoção chora um rio de água salgada
E no peito, as marcas.


((( Camila Senna )))


2 de julho de 2012

Não quero morrer em vida...



Me estranho facilmente com a bendita morte.
Morte da essência que envolve o âmago.
Morte do fundo musical dos sentidos.
Não sou impenetrável, até queria ser...
 
Só assim, as coisas que não admiro, não passariam por mim.
Queria ser uma esfinge, veloz, sagaz...
Sugar o néctar da vida e ser imortal, ser real.
Sei que é só devaneio, mas do que vale a vida se não pudermos devanear? 
 
No desalinho da minha mente, me alinho...
Na esperança de viver saborosamente, pretensão?
- Não, fantasia!
Ai se não fosse ela a me aplicar anestesia...

Anestesia da arte, arteira que sou, não me conformo o conformismo.
Por vezes me vejo num motim, querendo a desordem.
Desafiando os que dormem, dormem o sono da ruindade.

Desafiando os que não sentem dor, a dor da saudade
Desafiando os que não amam o amor, o amor em sua plenitude.
Desafiando os que não pedem receita, por que são frios e vivem fingindo ser sadios.

Desafiando os que não sabem chorar, por terem medo de se declarar, de se libertar.
Desafiando os que tem medo de amar, que não amam por covardia...

Mas que bobagem, amar é um risco que só quem corre são os intrépidos, é o frio mais gostoso que minha barriga já sentiu.
Será que minha visão é platônica?
Eu responderia que sim! 
 
Os olhos da minha alma chamam-se utopia, é aonde minha vida vira poesia seja na tristeza ou na alegria.
Quero viver todos os sonhos que já não cabem dentro de mim, loucura ou realidade? - Os dois, minha louca realidade.

Não quero ser sã de verdade, quero apenas existir de verdade.
Faço questão que a frustração tenha ódio de mim.
Fazendo a desesperança implorar não passar por mim.
Quero viver o fim da guerra, a guerra dos sonhos impedidos.

Quero o diploma de que eu estive aqui, de que eu existi!
Vivi... Aprendi...
E apesar dos pesares, fui feliz.
Não por vaidade, mas por realização, por tesão.
Tesão na alma, sem mais explicação!

(((Camila Senna)))



Sacudindo o teatro em mim...



Hoje a felicidade me arrastou para o palco da liberdade.
Eu estava de vestido floral, com cores laranja e amarelo.
Levantei a barra do meu vestido e me liberei, me sacudi, rodopiei.
Era tanta a euforia, que ao rodopiar eu não sabia, se era o vestido
que me cobria, ou os colibris da fantasia.
Meu rosto estava suado, minhas bochechas estavam vermelhas...
E o meu corpo? Estava quente e minha alma flutuante.
Tirei o peso das minhas pernas e pés, eles ficaram espertos e ligeiros.
O palco estremecia, mas não caia.
Ainda que caísse, eu ia continuar dançando...
Pois a alegria era tanta, que nada me abalaria.

A preguiça? Mandei embora.
A rotina? Dei férias.
A vergonha? Demiti!
Tomei posse da minha autonomia.

Deixei fluir sem preceito a menina que não se cansa de mim.
Que vive a me rodear, sempre me convidando para bailar.
Que pula, que grita, que ri, que é feliz!



((( Camila Senna )))

O coração tem que sentir...



Quando se propuser a fazer algo para alguém,
Faça de coração...
Puro, sincero e verdadeiro.
Se isso não acontecer, de nada valeu!
Só serviu para sua boca falar...
Aquilo que seu coração não sentiu.

  
 (((Camila Senna))) 

 

Não quero ser figurante...


Já errei, sim, mas quem não erra?
Me dou quantas chances eu quiser...
Estou sempre me permitindo aprender, a crescer.
Não vou me julgar e condenar porque você acha feio.
Porque se incomoda com meu jeito.
O mundo é mesmo assim!
Há pessoas, que como eu, são assumidamente erradas, mas quem é certo?
Impetuosa, mas quem é santo?
Ousada, ah... isso é para poucas!
Se você se conforma com qualquer história, e qualquer desfecho, é uma pena!
Eu, mulher persistente que vive ousadamente...
Não vou, e não quero, ser figurante da minha própria vida.
Quero ser a atriz principal, quero conhecer o meu roteiro...
Estar por dentro do sim e do não, mas com os pés no chão.
Eu não me resumo só no exterior...
O meu interior é maior que muitas coisas sem valor.
Eu quero viver assim...
Errando, aprendendo, errando de novo...
E persistentemente aprendendo e acertando.


(((Camila Senna))) 

 

Fogo...



Minha brasa não incendeia nessa fogueira,
Fogueira da vaidade,
Fogueira do rancor,
Fogueira da inveja.

Meu fogo é outro,
É o fogo do amor,
Fogo do perdão,
Fogo da paixão.

Vaidade de alma é cocaína!
Rancor acumulado, veneno de rato!
Inveja desmedida é putaria!
Ser geniosa, e ter dentro de si o fogo abrasador, que se chama “amor”.
É inefável.


((( Camila Senna )))

Toda...



Estou completa em minha poesia.
Me entrego sem pedaços, estou toda!
De tudo falo de mim.
Meu único ritual é escrever meus versos barulhentos...
Não penso no porvir, nem no fim.
Penso em mim como uma história
Que pessoas vão ler e não vão esquecer.
Nos meus versos barulhentos estão...
Toda minha inimiga insônia,
Toda minha prepotente angústia,
Toda minha vontade alegria,
Todo meu intrínseco amor.
Meu verso é singular.
Nele derramo sangue vivo, que em minha alma forte, pulsa.
Meus versos sadios e profanos...
Meus versos puros tingidos de vinho...
Que uns gostam e outros não...
Estão compostos toda minha excentricidade,
Minha maldade, minha bondade.
Espalho toda a minha queixa,
Embelezo toda minha malícia,
Rasgo a roupa,
Ando nua em tiroteio.
Me vejo num espelho.
Eles falam, me denunciam.
Entrego-me sem questionar o que vão pensar,
Escrevo-os despida de preconceitos. 

((( Camila Senna )))





Sou de março...

Meu mês é março
Vivo em guerra, como Marte
Guerra que não faz mal
Que predomina o bem natural.

Falo guerra contra:
Os sonhos impedidos
O preconceito
A maldade
Aos que não falam a verdade”.

Sou de áries,
Sou do signo de fogo
A espera do alvoroço na alma
Sedenta de fulgor.

Não guardo rancor,
Mas não venha-me com terror.
Sou amorosa,
Mas não venha-me apunhalar pelas costas.

Na minha esfera
O centro é o coração
Que dá razão a emoção...
Temperando minha vida.

(( (Camila Senna ))))







Prazer...


Nascida no Estácio de Sá
Ariana de março
Poeta sem berço
Mãe, por ser abençoada.
Mulher por natureza e puro ímpeto.
Sou ponto.
Sou vírgula,
Sou reticências...
Sou revoltada interrogação?
Sou loucura serena, intensa e quente exclamação!
Sou todo esse palavreado andarilhando o mundo...
Sou luz e vago no breu
Meu sorriso largo mascara a ausência, a carência...
Sou todo esse barulho dos meus versos desnudos...
Sou urgência!
Prazer...

((( Camila Senna )))



Continuar...


 Meu sonho,
É o mesmo de quando criança...
Mudou o caminho,
Por sorte, entrei no alinho. 
 
Sinto falta do cheiro do antigo lar,
Do olhar do meu pai.
Da felicidade que tinha e não sabia,
Hoje sei. 
 
Sei que não existe
Família melhor ou pior...
Existem pessoas diferentes,
Mas que se amam intrinsecamente. 
 
Eu fiz o que toda criança faz:
Brincar.
Eu fui o que todo adolescente é:
Rebelde. 
 
Hoje eu faço poesia,
Rimo minha vida,
Decoro meu coração,
Me peço perdão. 
 
Entendo minha arte,
Sou chamada de "mãe".
Arrependo-me de ter dito
Poucos e longos "te amo".


Meu coração é apertadinho...
Bem no fundo do lago negro
Dos meus expressivos olhos,
Nada a tristeza, boia a solidão. 
 
Mesmo com minhas marcas...
Já decidi! Vou continuar...
Preciso continuar
Continuar a sonhar.


((( Camila Senna )))


 






Tem “tudo” que é “nada”.

 Tem “tudo” que é “nada”.



Não quero "o tudo".
Talvez o tudo que acham tudo
Não é o tudo que busco.
Não é o tudo que vejo.

Se pegarem qualquer tudo,
Dando-me de mão beijada,
Fujo, pirraço, xingo...
Mas não me rendo.

Quero travessia...
Quero vasculhar o túnel
Da minha alma cheia...
Jogar fora o que não presta,
Plantar flores na minha floresta.

Rasgar o velho,
Pintar o novo,
Conquistar meu céu...
Ver estrelas cair
Se equilibrando no mar.

Não quero o tudo imaturo
Sem essência...
Tomado por um encantamento traiçoeiro,
Quero o desordeiro de alma genuína,
Sem muita rima na ponta da língua.
Com muita rima no coração,
Explodindo na boca um beijo de paixão.

Sou farta em bondade,
Meu corpo todo é extremidade,
Exalo naturalmente minha fertilidade...
Os sentimentos estragados que no meu coração,
Vagavam...
Quando alerta!... Bloqueio a entrada.
Faço pouco caso... E aos poucos, estão morrendo a míngua.


((( Camila Senna )))






Será?...




A cada sol que nasce
Convenço-me mais que a felicidade está no simples.
Será que um dia reencontrarei minha felicidade?
Aquela, que outrora bonita, feliz, doce, eu era tomada.

Estou tão arredia por todos esses dias.
Quero-me cansar de brincar, não de brigar.
Quero rodar na roda gigante.
Não dos gigantes da vaidade...
Essa roda dá bolhas nos pés, queima minha carne.

Perco-me tentando entender o porquê de tantos por quês...
Era menina,
Hoje mulher.
Era sonhadora,
Hoje pecadora.

Um dia encontro meu pedaço de chão,
Sem solidão,
Sem contramão,
Sem vaidade alheia,
Sem tantos "nãos".

Quero ir embora daqui!
Mas sei quando devo ir.
Sei o básico de mim...
Sei que não é chegada a hora.

O tempo ainda não permitiu,
Mas tenho certeza, ele está a olhar-me...
Sinto, ele chegará sem demora.

Estou em chamas...
Queimando tudo que o mundo bruto fez-me sentir.
Deu curto no meu mundo florido, estou no breu...
Preciso de uma tocha para iluminar, não só meu mundo florido, mas meu coração.

Quero ver clarear cada canto escuro que com a multidão não me dei conta.
Quero paixão, quero paixão!
Como é bom sentir e arder em paixão.
Seja por qualquer coisa, mas que faça de verdade, bem, a sua alma toda.

De mim, nada mais oculto.
Mais também não desnudo tudo.
Entender?
Para quê?
Cada um tem o olhar que quer ter.
Tenha o seu.

Será que o seu é o mesmo que o meu?
Acho doido demais se for,
E se for, espera, espera, você pode ser mesmo um bom narrador.

  ((( Camila Senna )))







Cheia...

 

Vou colocar minha dor
Estampada num jornal...
Será que você leria,
Um pedaço de mal?

Essa notícia é passageira
Noutro dia sempre acordo inteira, cheia...
Cheia de disposição
Rasgando o tédio sem autorização.

Leia a primeira notícia
Todo mundo gosta de melancolia...
O charme está nas entrelinhas.

Mas será que você leria,
Um pedaço de alegria?


((( Camila Senna )))

Moça de sorriso aberto...

 
 
Moça de sorriso aberto...
De sentimentos secretos...
De lágrimas cheias,
De vontade latente de encontrar intensamente...
O cenário dos sonhos, aquele, que outrora fora esquecido no inconsciente.
Mas que hoje é pólvora, queima a carne, dilacera o coração que foi costurado à mão.

Moça de sorriso aberto...
Que não desiste do simples, é forte, é guerreira.
Caminha nas ruas como se nunca houvesse sofrido ou chorado,
Talvez por isso ninguém perceba tamanha urgência.
Ela assusta, tem ar de mistério, respira o tédio sem remédio...
E ainda sorrir encantando aos que com alma sensível a sente por dentro.

Moça de sorriso aberto...
Faz do seu hall star seu cúmplice andarilhando tudo...
Do coração dos que a amam... 
Ao chão dos cachorros sujos da rua.
Do seu cordão de jade, fez seu amuleto,
Da sua boina fez seu chapéu de época,
Transcende a moda que se especula em cada esquina, em cada loja.

Moça de sorriso aberto...
Do ego ferido bordado com pano de chita...
Que ilumina sua pele branca tatuada
Exalando escancaradamente sua falsa brandura.
Mas é persistente e não dá guarita para o preto e o cinza.
O tempo pode fechar, mas seu coração é como mar aberto...
Recebe o sol dourado deixando-o impregnar todo seu interno.

Moça de sorriso aberto...
É mulher mais insiste em continuar menina...
Vive com a rima na ponta da língua...
Às vezes fica triste por não encontrar a meninice no seu dia-a-dia, na sua rotina.
Exala naturalmente toda sua feminilidade,
Ainda assim é casta e mantém a pureza no olhar sem maldade...
Ansiando brincar, conviver com o simples que muitos não enxergam e não acham atraente.

Seu prazer é o de correr na chuva...
Sentir o sol revigorando dando nova têmpera a sua alma...
Paquerar a lua ouvindo música com uma taça de vinho...
Podar suas plantas e vibrar, quando a mesma, está a desabrochar.

Tem dias que por ironia, tudo muda, deixando seu riso mudo no viaduto...
A chuva vira pedra,
O sol cega sua retina,
A lua vira puta,
As plantas, coitadas, por tanta inveja alheia da sua vivacidade e energia, murcham.



((( Camila Senna )))