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5 de março de 2013

Almirante



Se uma vez eu te amasse
uma vez seria pouco
no mútuo nasce-renasce
entre as ancas do teu corpo,


numa viagem sem chegada,
feito aquela do poema,
a de nunca se ter a caça
ou cabaça como emblema.


A quilha do meu navio
quer singrar teu mar bravio.


Marlos Degani




27 de novembro de 2012

Escuro...




É o escuro das tuas cavernas
Que povoa a memória...
Que fabrica um grito (e reverbera)
Incorporando tudo que sangra

( o coração em plena corda bamba)
Abusado, sem medo do enredo
E nem da dor e nem do desassossego
Como quem se despe dum vestido e se joga.

(Marlos Degani & Camila Senna)