30 de outubro de 2012

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O tempo vai passar...
E a fênix como sempre me tira do lugar.
E eu renasço, me faço!...
Me induzo ao caminho do meio.


((( Camila Senna )))

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Chega
de entrega
sem primavera.


((( Camila Senna )))

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Hoje a certeza latente foi certeira!
Vi, mas vi que fiquei até ressabiada de mim.
Talvez eu seja mesmo uma criança lúdica, atemporal que só quer sentir o carnaval e dar bom dia!


((( Camila Senna )))


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Vencida pela (pó)lvora!

Agora uma metáfora,
me faço.

Traço a virgindade
do sorriso que deixei manipular.


((( Camila Senna )))

26 de outubro de 2012

Metáfora - Gilberto Gil


4 de outubro de 2012

O tapa...




A mentira é nervosa
Fica pálida, suada
Desatinada, vermelha.
O cíume rasga fotos
Atormenta o peito
Esburaca o leito.

Um tapa no rosto com ira,
Satiriza a paixão
Abre a porta pro ladrão
Faz salão ficar vazio...
Tocando valsa sem par.

Os sentidos são zombados
O choro cai doído
Com fundo musical sensual
Mais desleal.

Um tapa no rosto com ira,
Faz diabo no âmago...
Faz do amor um moisaco
E a flor despetalada se vai...


((( Camila Senna )))

3 de outubro de 2012

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A poesia fez-se pó
A dor de não querer brotou
O maldito papel grudou na esperança.

((( Camila Senna )))

...



O vinho consagrei
Para meu lábio
Rasgado.

((( Camila Senna )))

...

  
A palavra torpe
sepultou a flor
cuspiu na dor.

((( Camila Senna )))

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A sujeira mora
na moralidade
inventada.

((( Camila Senna )))

....


Na preliminar do convívio
é que está o alívio
de ser o que sinto.

((( Camila Senna )))

Marca nata...



Corre com a lata deixando sua marca na nata dessa gente inerte as palavras... O outro na espera fuma um cigarro sem demora como se fumasse a própria alma, não deixando nada além da própria inspiração!
((( Camila Senna )))
 
 

1 de outubro de 2012

...



Eu quero saber da mentira
Não pela verdade,
Mas pela continuidade.

((( Camila Senna )))


16 de setembro de 2012

Entidade poeta...


Eu tenho uma entidade poeta
Mais poeta do que eu.
Quando a saudade latente encosta,
Ela chora poesia
Ela sangra poesia
Ela xinga poesia.
Fica roxa feito violeta
Violenta, sádica...
Paralelamente fica frágil pior que vidro
Cortante feito faca.
Essa entidade me suporta
Nunca me vira as costas
Aguenta o tranco segurando na ponta dos dedos o barranco
de palavras que não pára.


((( Camila Senna )))

Ela dança...



Cigana colorida
Coloca a tristeza retalhada de chita
Na ponta da saia
E sai...
Sai sorrindo,
Cantando,
Deixando a fênix renascer.
Não se encolhe, se espalha
Mesmo com a alma cicatrizando,
Ela persiste e dá um novo verso ao rosto.
Encanta, diz sim!
Sente cheiro de alecrim
Mesmo estando numa relva com frio e apaixonada,
Paixão daquelas febris, perigosas...
Com o coração explodindo feito estopim.
Ela dança, se permite, se encanta...
Mesmo carregada de lembranças!

Ela dança!...


((( Camila Senna ))) 




Abri portas...




No mar deixei a pressa
Nas pedras meus segredos
Pro vento abri portas, saiu meu medo.

((( Camila Senna ))) 


Fiz...


Do lenço, fiz minha coroa
Da saia, fiz meu mistério
Da pedra, fiz meu amuleto
Do sorriso, fiz minha prece
Do olhar, fiz esperança
Da mulher, fiz menina
Da alma cheia, fiz poesia
Da desilusão, fiz amor .


((( Camila Senna )))


Um pouco de muitas...

 
Um pouco de Frida Kahlo
Chacoalhando a vida
Plantando flores na avenida
Colhendo pó, dor e despedidas.

Um pouco de
Pagú
Arteira, amante do interno
Moderno da revolução,
Revoltada interrogação?

Um pouco de
Maria...
Várias Marias,
Parida com manias
Intérprete de mim mesma.

Um pouco
cigana
Sem umbanda, sem nome...
Cheia de cores, com flores na saia
Girando, gingando, cantando...

Um pouco
indecente
Singela criança
Carente com dentes
Urgente semente. 
Assusto...
Chuto o pau da barraca
Não temo ninguém e a nada
Intensa, ansiosa, corajosa...
Quando erro, boto a cara, não nego!


Sou lembrança...
Esperada do destino...


Sou dedicada às vidas que a minha deu.
Sou barulho...
Quando pensativa e muda culpo a lua, a xingo de puta.
Tantas se encaixam em mim
Tantas moram em mim...

Sou muitas,
Sou nada,
Sou estrela
Sou terra batida
Sou fera ferida
Sou abrigo
Sou o ódio
Sou o amor
Sou poeta!

Escrevo para não morrer de dor
Sou quem você quiser,
Sou quem eu quero ser.
O que bem sabia de mim,
Não está mais aqui, deixaram morrer!
((( Camila Senna )))

Justiça vã...



De tudo restou-me a poesia
Que me acolhe em dias de inópia
Desfazendo a ironia
De tudo que sinto, toco e vejo.
Esse laço puído
De sorrisos sem vestígios
De falas não sentidas
Desfaz o abraço, o riso.

Entre a guerra dos bons
Fico com a paz dos rebeldes.
Não rezo prece que me tece...
Sentimentos truculentos
Que prezam dormir ao relento.

Me perdoe essa posse
Mas nada me morde,
Nem mesmo as ordens
Dos agoniados querendo fazer justiça vã.
 ((( Camila Senna )))

...

 
Meu vento não causa dano, só balança os cabelos e arrepia a pele.
((( Camila Senna )))

Lamber...



Meu mar marrom quer lamber
Com avidez teus segredos sem medo
Sem credo, sem polidez...
Pôr nu ao meu olho despido
Sem medo do pecado sentido.


((( Camila Senna )))



Ejaculo...


Com o Olho de Hórus,
Te observo...
Ejaculo todo seu desafeto.
Feto secreto, me faço!...
Não indago a pobre caça
Desgraçada que tenta o vinho da minha taça.

((( Camila Senna )))




28 de agosto de 2012

Poema datado!


Eu te amo não por mérito,
Mas por inquérito desse órgão feio,
Abusado!...
Que as pessoas o pintam rosado.

Fico nua, lembro-me da sua tábua
Que se chama esmeralda.
Passo a mão no rosto ingênua,
Me perguntando como será minha cena?

Minhas mãos brancas
Com veias alteradas
Querem seus rabiscos
E o risco da sua cicatriz
Que sem saber me toma feito prece
Por um triz que quase me adormece.

As curvas da minha boca
Se consagraram as curvas
Dos seus olhos de lua cheia
Que meu sol sem rouxinol
Insinua sua.

Os deuses profanaram meu turbilhão
Cheio de sim
Cheio de não
Cheio de quero
Cheio de não quero!

Na raiz da sua planta, me fiz santa
Me fiz desnaturada, louca varrida
Arrastando a saia pela estrada
Embevecida pelo seu leito corrompido
Que me acolhia da forma mais sublime
Pelo crime de querer Ser, Ter...

Agora estou em transe, febril
A infantilidade me deu tchau e sumiu!
Quero ser menina de novo
Mais a mulher tomou conta
Me tomando feito dona.

A lembrança agora me cala,
Meus dedos com calo não param...
De denunciar em palavras
O que minha voz insiste num olhar não fitar.

Meu poema por si só,
Datou meu nó!

((( Camila Senna )))




 

27 de agosto de 2012

Não atrai, não mesmo!



A imagem do meu tempo
Por vezes fica em dissonância.
Mas a exuberância da essência
Que me conduz não me tira a poesia
Causando fúria na ironia tomada de teoria.

Regras sistemáticas
Não atraem meu sistema
Nem dá pitakos no meu poema
Não tem esquemas, nem teoremas...
O forasteiro me atrai sendo mais verdadeiro e inteiro.

((( Camila Senna )))



25 de agosto de 2012

...


Sinto-me borboleta
Vivo em metamorfose
Com doses de poesia,
Solidão e agonia!

((( Camila Senna )))

17 de agosto de 2012

Só com você....


Andei só entre uma rua e outra
Entre um beco e várias pessoas,
Mas sempre sozinha...
Com meu coração sem rédea.
Andei só, perdi meu pergaminho,
Vi-me por entre espinhos,
Lidando com mesquinhos,
Bebendo vinho da inglória.
Andei só, vi tanta busca infeliz,
Vi minha vida morrer por um triz,
Sem saída, sem sorte,
Buscando meu norte e tendo que ser forte.
Andei só, entre a marginal e o litoral...
Anelando o natural,
Querendo dar de face com um coração emoção.
Querendo o carinho doce feito rio, desejando o beijo salgado feito o mar.
Andei só...
Por algum tempo!...
Aprendi que não tem dor nem lamento, tudo tem hora e tempo.
Quando você surgiu, resgatou-me do mar revolto que eu iria afundar-me
- E não andei mas só, mas só com você!


((( Camila Senna )))

Criatura etérea....


Quando me vi já era tarde...
Toda minha birra
Se convertera em amor...
Sentimento suave, intrigante, avassalador.
Para os mundanos mesquinhos...
Que pairam feito vírus no ar querendo contaminar,
Sentimento perturbador, criminado, mero deslumbre.

Mas não...
Eu vi com meus olhos sensíveis...
Castidade nos seus, dois lagos, cujas cores, multicores.
Criatura etérea enviada para tirar-me do casebre fúnebre,
Que muitos vivem, respiram e até gozam.

O astro Sol coloriu todo o céu de colibri
Teceu a paixão escrita antes de eu descobrir...
Descobrir você, pessoa poesia...
Que faz dos meus tristes dias, grandes alegrias...

Não tenho medo da peste
Que assombra os seres terrestres,
Que armam ciladas nos caminhos frios...
Tramando embaçar a retina dos olhos com o nevoeiro...
Meus olhos são de margarida, de menina alquimista,
Sempre em busca da melodia do amor.

Seu feitio lírico preencheu-me um vasto vazio...
Tirou-me do óbvio,
Temperou meu quarto solo,
Abriu com maestria um atalho especial.
Peregrina, adentrei sem temer na sua psique...
Não perdi tempo...
Mergulhei fundo, descobri um universo fecundo
De um ser profundo, que me tem com veracidade em todo seu ser.


((( Camila Senna )))



16 de agosto de 2012

Rosto de namorada....


Sou do fogo,
Preciso inflamar minha coragem,
Abismar a vampirada que peleja
Rastejando sobre a barra da minha saia...
Caindo totalmente na boca do meu mar.

Quando em labaredas me encontro,
A água do mar vem como seda
Refrescando minha pele branca
Vestida de alvorada com rosto de namorada.

Acalmando poderosamente a trovoada
Que por vezes tenta assolar meu sol,
O mesmo que doura-me a pele pálida mais cálida.


((( Camila Senna )))



14 de agosto de 2012

Uma hora eu abro...


Encadernei o véu sonhado
Não coloquei cadeado,
Mas se encontra privado.

((( Camila Senna )))



12 de agosto de 2012

Querendo Rock n’ Roll....




Hoje minha poesia está feia
Mal-educada
Sem gentileza
Querendo Rock n’ Roll
Querendo o não lido.
Querendo o para muitos, NADA!
Mas que esse nada faça-me sentir gozo na alma....
Façam meus pés saírem do chão...
Dando-me a mão nessa ilusão pequena...
Pequena para os pequenos, para mim, que sou imensa, grande diferença.
((( Camila Senna )))
 
 

11 de agosto de 2012

Campo vasto...


Olhos de profundo segredo sagrado...
De campo vasto,
Metade malícia,
Metade casto.

((( Camila Senna )))



A ermo...


Meu coração está a ermo, sem direção...
Escravizado por um deus malvado
Que ordenou uma sina que não cobicei,
Mas distraída me deixei.
O vento que andava comigo,
Se perdeu dos meus desígnios...
Situou-se num lugar contrário
Ventando forte em todos os meus atalhos.
O mesmo estranhou minha face...
Desconheceu a menina que mesmo triste,
Sorria e desenhava sua própria sina
Numa dose única de magia e poesia.
Estou clamando-o por sonho para volta visceral
Que fazia dançar meus cabelos e as flores da minha saia...
Dando siso aos meus pés alvos sem correr o risco de ser vulgar.

((( Camila Senna ))
)

1 de agosto de 2012

Você e a Ilha...



Você e a Ilha,
A mesma natureza em mim
Ver o sol nascer nunca foi tão amargo.
Atroz foi a dor que senti...
Meu sorriso estava lá, enfeitando a mentira.
Essa selvageria que guardo na bolsa
Me protege quando preciso de socorro.
Minha imagem estampada na fotografia 
Não é revelada, não é original.
O sorriso é fraco, o olhar é distante.
Queria suas lentes me filmando
Gravando meu balanço, meu sentimento raro.
Mas você não acredita que trago no meu coração
Sentimento delgado, que ao chegar a minha boca
Explode numa mistura mística, fazendo-me sua doutrina.
Bela cigana de sina tomada pela maresia.

((( Camila Senna )))


21 de julho de 2012

...

 
É triste não ter a ousadia de construir residência fixa no coração de um alguém. 


((( Camila Senna )))

Pupilas dilatadas...


A moça é filha do vento
Seus sentimentos um emaranhado
De casos, acasos, sina e sem muita rima,
Ela vai...
Chora,
Se interroga,
Se permite,
Vive e não se omite.
Mulher de pupilas dilatadas
Cigana forte dessa jornada...
Faz seu próprio samba enredo
É pequenina por fora
E imensa por dentro.
Do passado triste pinta um carrosel,
Nao se encolhe, ajuda, dá a mão...
Se doa, se ama, ama, louva...
Eleva a alma numa dança
Chamada esperança.


((( Camila Senna )))

20 de julho de 2012

Sem meu quasar.

  

Por que eu escrevo?
Para não morrer de dor
Uma dor na alma abusada,
Latente, insistente,
Essa dor me atira a queima roupa,
Me tira a calma, me estapeia a alma.

Escrevo o não vivido,
Escrevo por escrever,
E numa dessas escritas
Depois entendo o porquê!

Rabisco meus traços
Que se fundem com meus fracassos
Que se fundem com minhas paixões
Que se fundem com minhas quimeras.

Escrevo o meu inconsciente
Escrevo o absurdo de mim
A mentira de mim,
As atrocidades de mim.

Escrevo todo meu sexo
Todo meu amor
Derramo sobre meus versos...
Pitadas de charme, rebeldia e melancolia.

Queria ser cruel
Queria ser fria
Queria ser escorregadia
Queria ser fel.

Mais sou emoção
Sou quente
Sou apaixonada
Sou mel.

Mas estou vivendo
Sem a pedra indicada
Sem o mar perfeito
Sem meu quasar.


 ((( Camila Senna )))






Doação da amizade...


Foto por Camila Senna.



Amigo mesmo é aquele que, quando você está fraco, faz transfusão de energia para te fortalecer.


(((Camila Senna))) 
 

19 de julho de 2012

Caetano Veloso - Mimar voce!

16 de julho de 2012

Indo...



Eu estou serena e rebelde!
Me pedindo perdão
Pela teimosia de insistir na contramão.
Pensando no antes e no agora
Que me devora.

Peguei minha mala de volta
Estou partindo, ainda com água salgada nos olhos
Mas indo...

Talvez nem quisesse,
Talvez...
Mas as pessoas são burras
Gostam de perder o que não se encontra em cada esquina...

Não nego a paixão que me sonda
Causando estrago, mexendo no meu turbilhão,
Mas não me deixo mais Ser
Nem quero mais ter o que sai de mim, assim:
"Com fúria,
 Sem se despedir,
 Logo depois de ter me feito sorrir".
Primeiro me banha de rosas vermelhas,
Elas afloram, eu me faço, não nego, me entrego!...

Depois vai embora sem memória
Perdendo a esperança
Feito criança sem lembrança
Deixando o movimento mordaz
Penetrar no âmago causando revés.

Não quero ser incrédula no amor
Mais ele ficará barrado no meu portão
Esquecido, empoeirado e com frio!

Mesmo se toda essa decisão
Cheia de sim e de não,
For mentira!...
Continuo com a minha rima
Escrevendo longo...
O que não cabe dentro de mim.

((( Camila Senna )))


Cacador de Mim - Milton Nascimento

A vida me fez assim...

15 de julho de 2012

Ilhado....

 

Metade foi siso
A outra foi atroz...
Meu coração está sem voz,
Ilhado como fica os apaixonados...
Que sofrem,
Que choram,
Que rasgam o céu de forma que os astros...
Se escondem num véu de caos a espera
Duma estrela cadente, mas nada, nada se faz reluzente!
Tudo se traduz em desespero de um desejo louco...
E tão simples, que é o de estar ao lado, sendo abrigado, sendo abrigo...
Sem querer correr o risco de explodir o que é efêmero, bobo!...
Uma imensidão de sentimentos imaculados, selvagens e sem nomes afloram na alma sem pedir calma, matando sem piedade o que tinha de mais bonito: o sorriso do meu amor. 

((( Camila Senna )))


Futuros Amantes...

Maria Bethânia - Tocando em Frente / Android bellydancer (FIXED English Subtitles)

 

 

Mas eu sei que os meus lábios são transmutação de alguma coisa planetária. 

 ...

...



Poesia arriscando o risco do poema.

Camila Senna