18 de janeiro de 2014

Quando eu for...

Quando eu for embora
Com rosa nos olhos
E o coração oásis

(toda magia irá comigo)

E o teu querer-fuga por umbrais,
Não terá mais sentido

Camila Senna

SAIA ENLUARADA

Invento você todos os dias...

Por isso essa ausência
Volumosa de medo

Esse sorriso rasgado
Os olhos de alma
E a saia enluarada.

Camila Senna


30 de dezembro de 2013

Um mar no seio...

Nesses seios alvos
A saliva que não seca.

Camila Senna

29 de dezembro de 2013

Nesse emaranhado que habita meus desejos derramados,
Bebi goles de solidão, saudade

Mas encontrei a consciência

Camisa amarela...

Sonhei com os sorrisos
Entrelaçados
A blusa amarela
A lua iluminando
A sentinela desse desejo

Quimera,
O passarinho de coturno
Não tem residência fixa

Que voe e nunca mais me magoe!

Camila Senna

...

28 de dezembro de 2013

...

Naqueles seios alvos,
A saliva que não seca.

Camila Senna

Paixão ensolarada...

A solidão da saudade
lhe visitará nos teus invernos,
Trazendo lembranças
Do céu se abrindo
Pro sol da nossa paixão,
No apogeu do cruzeiro.

Camila Senna

27 de dezembro de 2013

Inverno-solidão

Quando
Seu
Inverno
Chegar...

Eu
Vou
Estar
No
Verão.

Camila Senna

Mente...

Naveguei por esse sentimento,
Todas as horas...
E você no barco, dormente.

Camila Senna

26 de dezembro de 2013

Só?

Não sou Só de Lua
Nem Só de Sol,
Sou Só Saudade.

Camila Senna

16 de dezembro de 2013

Assim...

Eu nunca amei assim
Tão triste
Com dores esparramadas
Na minha sala

Eu nunca amei assim
Tão sozinha
Parindo poemas de lágrimas

Eu queria amar
O sim desse amor assim

Camila Senna

Quero longe

Te amo arredia
Não te quero de dia
Nem de noite

Te quero distante
Mas te quero

Esse querer
Sem querer perto
Me agonia.

Camila Senna

Carne Egoísta

Me apresentou o carnaval
Mas pulou solo
No bloco das mentiras

Camila Senna

Acorda

Meu tempo
Te deu corda
E você se enforcou

Camila Senna

14 de dezembro de 2013

Te amo ludibriada
Faço poemas de lágrima
Liras de saudade

Camila Senna

Nem entregue
no seu mar oculto
Te fiz amar aberto

Camila Senna

10 de dezembro de 2013

Papel sem tinta...

As mesmas canetas
Jogadas no foco
Da minha janela

Com o pesadelo
De despertar-me
Do meu sonho,

Você as levou,
Quando desleal,
Profanou o que
Eu mimava puro

Talvez foi pra eu não mais lhe escrever...

Mas talvez tenha sido
Sopro do destino,
Apagando você
Das linhas da minha vida.

Camila Senna

19 de novembro de 2013

Ruas de mim...

Minha branca mão,
Sobre teu peito,
Descansou no verão passado

Ainda ardo teu beijo
Te encontro em mares
Escalo teu olhar para ver se me acho

Minha branca mão,
Sobre teu peito,
Dormiu o infinito

Mas vou me embora
Me deixando cravada
Na tua pele parda

Vou esperar o outono chegar...
Quimera das cores de mim

O sonho ainda existe,
Mas perdi no vento
A vontade de te sonhar

Sei que amei tuas estradas
Me afoguei no teu sorriso
Me entreguei pros teus olhos pidão
Me perdi nas tuas mãos preenchidas da minha carne

Mas estou de malas prontas
Indo além das ruas de mim...

Camila Senna

15 de novembro de 2013

Voz sem palavras...

Não quero falar nada
Do tudo que houve...

Quando faço silêncio,
Sou mais poeta ainda.

Camila Senna


8 de novembro de 2013

Negro violeta...